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ANDRESSA

Lidando com violações íntimas no relacionamento amoroso

Meu nome é Andressa, tenho 23 anos, trabalho como atendente em uma farmácia e sempre acreditei que um relacionamento amoroso deveria ser um espaço de confiança, cuidado e respeito mútuo. Para mim, estar com alguém significava sentir segurança para ser quem eu sou, expressar sentimentos e ter meus limites respeitados. No entanto, vivi uma experiência em que essa confiança foi sendo quebrada de forma silenciosa e dolorosa, através de violações íntimas que jamais deveriam existir em uma relação.

No início, eu não conseguia compreender exatamente o que estava acontecendo. Havia situações que me deixavam desconfortável, momentos em que minha vontade não era considerada e em que eu me sentia pressionada emocionalmente. Eu tentava justificar, acreditando que talvez fosse apenas falta de diálogo ou diferenças de expectativa. Evitava dar um nome àquilo porque reconhecer significava enfrentar uma realidade difícil demais naquele momento.

Com o tempo, essas situações se repetiram e se intensificaram. Passei a perceber que meus limites não eram respeitados, que meu corpo e minhas emoções não eram tratados com cuidado. Não se tratava apenas de atitudes isoladas, mas de uma dinâmica constante de desconsideração, onde o consentimento deixava de ser prioridade. A relação começou a gerar medo, confusão e um profundo sentimento de impotência.

O impacto emocional dessas violações foi devastador. Comecei a me sentir culpada, confusa e envergonhada, mesmo sem entender o motivo. Questionava a mim mesma o tempo todo, duvidando da minha percepção e da minha própria voz. A cada nova situação, minha autoestima diminuía e minha confiança se enfraquecia. As violações íntimas não afetam apenas o momento vivido — elas deixam marcas profundas na forma como a pessoa se vê e se relaciona consigo mesma.

A convivência passou a ser marcada por tensão constante. Eu me sentia insegura, sempre em alerta, como se precisasse proteger meus próprios limites sozinha. O relacionamento deixou de ser um espaço de acolhimento e se transformou em um ambiente de ansiedade e silêncio. Muitas vezes, eu me calava por medo, por confusão ou por não saber como reagir.

Essa vivência também começou a impactar outras áreas da minha vida. No trabalho, minha concentração caiu. Eu me sentia emocionalmente esgotada, mesmo em dias comuns. Socialmente, me afastei de pessoas próximas, carregando um peso que não conseguia explicar. As violações íntimas foram, pouco a pouco, apagando minha leveza, minha alegria e minha sensação de autonomia.

A parte mais dolorosa dessa experiência é entender que nenhuma forma de amor pode coexistir com a violação de limites. Quando o respeito deixa de existir, o relacionamento perde seu significado. O que deveria ser cuidado se transforma em dor, e o vínculo passa a ferir em vez de proteger.

Essa foi a experiência que a Andressa viveu ao enfrentar violações íntimas no relacionamento amoroso — um problema grave, muitas vezes silenciado, que causa danos emocionais profundos e duradouros. Reconhecer esse tipo de situação é essencial para quebrar o ciclo de culpa, medo e silêncio que costuma cercá-la.

No próximo conteúdo, você conhecerá aspectos essenciais sobre as violações íntimas no relacionamento amoroso — como elas se manifestam, por que nunca devem ser normalizadas e quais impactos emocionais provocam — para compreender profundamente esse problema e reforçar a importância do respeito absoluto, do consentimento e da segurança emocional em qualquer relação.

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