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ARTHUR

Lidando com a saudade do(a) ex no relacionamento atual

Meu nome é Arthur, tenho 25 anos, trabalho como analista de suporte em uma empresa de tecnologia e moro sozinho em um pequeno apartamento alugado. Sempre fui uma pessoa reservada, reflexiva e muito leal nos vínculos que construo. Valorizo a sinceridade, o respeito e a clareza emocional dentro de um relacionamento. Acredito que maturidade também envolve saber encerrar ciclos quando necessário. Ainda assim, mesmo seguindo esses princípios, me vi preso a um sentimento que persistiu além do término: as saudades constantes da minha ex.

Tudo começou logo após o fim da relação. No início, encarei como um processo natural de adaptação. Havíamos compartilhado momentos importantes, e parecia normal que as lembranças surgissem de vez em quando, principalmente à noite ou em datas específicas. Pequenos gatilhos — uma música, um lugar, uma frase — despertavam um aperto no peito que eu tentava minimizar. Eu acreditava que o tempo resolveria tudo e que bastava seguir em frente.

Com o passar das semanas, porém, esse sentimento não enfraqueceu. Pelo contrário, tornou-se mais frequente e invasivo. Passei a comparar novas experiências com o que vivi no passado, e nada parecia ter o mesmo impacto emocional. Em alguns momentos, me vi revisitando conversas antigas, fotos e mensagens, mesmo sabendo que isso me machucava. Cheguei a idealizar a relação que acabou, apagando mentalmente os motivos que levaram ao término. Aos poucos, percebi que estava vivendo mais no passado do que no presente.

Esse processo me desgastou profundamente. Sentia tristeza, frustração e um medo silencioso de nunca mais sentir algo tão intenso por alguém. Tentei ocupar a mente com trabalho, academia, novos hábitos e até novas conexões, mas nada parecia preencher aquele vazio específico. Quanto mais eu tentava acelerar a superação, mais impotente me sentia. Era uma batalha interna constante, que consumia minha energia emocional e mental.

Minha rotina diária também foi afetada. Passei a acordar com menos disposição e a dormir com a mente acelerada, cheia de lembranças. Mesmo nos dias aparentemente normais, havia sempre uma sensação de fundo, como se algo estivesse desalinhado. Eu evitava o silêncio e preenchia o tempo para não pensar, mas o sentimento insistia em permanecer.

Esse estado emocional acabou se refletindo nas minhas relações. Comecei a recusar convites de amigos, a evitar conversas mais profundas e a me mostrar menos disponível socialmente. Quando alguém demonstrava interesse em mim, eu recuava, consciente de que ainda não estava inteiro emocionalmente. Minhas escolhas passaram a ser influenciadas por algo que eu não conseguia controlar completamente.

Atualmente, estou em um novo relacionamento. A pessoa é presente, respeitosa e demonstra um cuidado genuíno comigo. Ainda assim, tenho enfrentado muita dificuldade em me entregar como me entreguei no relacionamento anterior. Percebo que me mantenho mais contido, emocionalmente cauteloso e, em certos momentos, distante. Existe um bloqueio interno que me impede de acessar a mesma profundidade de entrega, espontaneidade e confiança que um dia fluíram de forma natural.

Essa dificuldade não está relacionada à pessoa com quem estou hoje, mas ao que ainda carrego dentro de mim. Comparações surgem de maneira involuntária, e o medo de reviver a dor faz com que eu segure sentimentos que, em outro momento da minha vida, eu entregaria sem reservas. Sei que esse novo relacionamento merece presença real e verdade emocional, mas ainda estou aprendendo a reconstruir minha capacidade de me doar sem que o passado determine meus limites.

O mais difícil foi perceber como as saudades do(a) ex distorcem a visão do amor. O passado passa a parecer mais seguro do que o presente, e o desconhecido assusta. É como caminhar olhando para trás enquanto o caminho segue à frente — você até anda, mas tropeça o tempo todo. Aos poucos, compreendi que, enquanto uma parte de mim permanecer presa ao que já acabou, nenhuma nova relação conseguirá ser vivida por inteiro.

Essa foi a experiência que o Arthur viveu ao lidar com as saudades constantes do(a) ex. Uma vivência comum, mas profundamente dolorosa, que muitas pessoas enfrentam em silêncio após o fim de um relacionamento. O impacto emocional é real e pode paralisar, se não for compreendido com maturidade e consciência.

No próximo conteúdo, você encontrará uma explicação profunda sobre as saudades do(a) ex — como esse sentimento surge, por que ele persiste e quais impactos emocionais provoca — para que você desenvolva entendimento, clareza e uma base sólida para lidar com esse processo de forma mais saudável e madura.

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