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ABIGAIL

Lidando com a falta de atitude para resolver problemas no relacionamento amoroso

Meu nome é Abigail, tenho 24 anos, trabalho como recepcionista em um hotel & resort e moro na zona norte da minha cidade, próximo ao trabalho. Sempre fui uma mulher prática, direta e muito focada em resolver situações, seja na vida pessoal ou profissional. Para mim, a clareza, a ação e a iniciativa são essenciais para manter qualquer relação saudável. Acredito que os problemas não desaparecem sozinhos, e que é responsabilidade de cada parceiro enfrentá-los com conhecimento e maturidade. No entanto, apesar dessa visão, comecei a perceber que meu relacionamento estava sendo marcado pela ausência de atitude — e que essa falta começava a corroer a conexão que eu tanto valorizava.

No início, a falta de atitude não parecia um problema real. Havia pequenos sinais de passividade, mas eu costumava minimizar, achando que ele precisava apenas de tempo ou confiança para agir. Sempre que surgia algum desentendimento, ele preferia esperar que as coisas se resolvessem sozinhas, evitando tomar qualquer decisão ou iniciativa para melhorar a situação. Eu tentava motivá-lo, dar sugestões, criar oportunidades para conversar e buscar soluções, mas muitas vezes a resposta era inércia. No começo, parecia algo passageiro, algo que poderia se ajustar naturalmente com o tempo. Mas, dentro de mim, uma inquietação silenciosa começava a se instalar.

Com o passar dos meses, a situação se tornou mais evidente e desgastante. Questões simples que poderiam ser resolvidas com diálogo ou ação foram sendo deixadas de lado, acumulando frustração. Cada tentativa minha de encontrar soluções ou abrir conversas sobre problemas importantes era recebida com indiferença, desculpas ou adiamentos constantes. Momentos em que esperava iniciativa dele se transformavam em decepção — como quando um conflito precisava ser resolvido e, em vez de agir, ele se afastava ou esperava que eu assumisse toda a responsabilidade. Aos poucos, a relação começou a se tornar um ciclo de espera e frustração.

O impacto emocional dessa postura foi intenso. Comecei a sentir exaustão, irritação e uma sensação de solidão dentro da própria relação. Eu me questionava constantemente: “Será que estou exigindo demais?” “Será que ele não se importa de verdade?” “Será que é assim que todo relacionamento funciona?” Tentei diversas abordagens: conversas calmas, sugestões concretas, incentivo, paciência. Nada parecia mudar a situação. Quanto mais eu buscava resolver os problemas, mais eu percebia que ele não se comprometia. Essa passividade começou a gerar uma sensação de impotência emocional, como tentar mover uma parede que simplesmente não cede.

A convivência diária também foi sendo afetada. O clima que antes era leve e colaborativo começou a se tornar tenso e cansativo. Pequenos problemas deixavam de ser resolvidos e se transformavam em discussões silenciosas ou ressentimentos acumulados. Eu sentia que precisava tomar a frente de tudo, e isso gerava desgaste constante, minando o entusiasmo e a confiança que eu tinha na relação. Cada dia juntos começava a parecer uma batalha silenciosa entre minha iniciativa e a ausência de ação dele.

Além disso, essa dinâmica começou a afetar outras áreas da minha vida. Senti meu ânimo diminuir, perdi parte da energia para me dedicar a projetos pessoais e me senti emocionalmente sobrecarregada. Evitava compartilhar esses sentimentos com amigas, com medo de parecer exigente ou de expor fragilidades. Até no trabalho, percebia que minha concentração e motivação estavam menores, reflexo de uma tensão emocional que se acumulava dentro de mim. A falta de atitude no relacionamento começou a impactar minha autoestima e minha percepção de valor próprio.

A parte mais dolorosa de viver isso é perceber como a ausência de iniciativa corrói a base de confiança e parceria do relacionamento. Quando os problemas não são enfrentados de forma ativa, o amor perde força, a conexão se enfraquece e o relacionamento passa a ser definido pela espera e pelo ressentimento. É como caminhar em círculos, tentando avançar, mas sempre retornando ao mesmo ponto de frustração silenciosa.

Essa foi a experiência que a Abigail viveu ao enfrentar a falta de atitude para resolver problemas no relacionamento amoroso — um problema silencioso, mas poderoso, que muitos casais vivenciam sem perceber o quanto pode desgastar a relação e a própria autoestima.

No próximo conteúdo, você conhecerá aspectos essenciais sobre a falta de atitude para resolver problemas no relacionamento amoroso — suas causas mais comuns, como se manifesta no dia a dia e os impactos emocionais que provoca — para compreender profundamente esse desafio e como ele afeta a dinâmica do casal.

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