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ROGER

Lidando com carga horária extensa

Roger, um homem de 33 anos, trabalha como enfermeiro em um hospital de grande porte. Sempre foi dedicado, atento aos detalhes e comprometido com o cuidado aos pacientes. Escolheu a profissão por vocação, acreditando na importância de servir e contribuir para o bem-estar das pessoas. No entanto, nos últimos anos, passou a enfrentar uma rotina marcada por carga horária extensa e turnos prolongados, que começaram a afetar sua qualidade de vida.

No início, Roger aceitava os plantões extras como parte natural da profissão. Trocas de turno, coberturas emergenciais e jornadas dobradas eram vistas como algo temporário ou necessário diante da demanda hospitalar. Ele acreditava que conseguiria administrar o cansaço e manter o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

Com o tempo, porém, as horas acumuladas tornaram-se frequentes. Plantões noturnos seguidos por jornadas diurnas, poucas horas de descanso e finais de semana comprometidos passaram a fazer parte de sua rotina. O corpo começou a dar sinais de esgotamento: sono irregular, fadiga constante e dificuldade de concentração. Mesmo nos momentos de folga, sentia-se cansado demais para aproveitar o tempo livre.

A vida pessoal também começou a ser impactada. Roger percebia que estava ausente em encontros familiares, adiava compromissos importantes e raramente conseguia manter uma rotina saudável de alimentação e exercícios. A sensação de viver apenas para o trabalho passou a gerar frustração e questionamentos sobre seus próprios limites.

Emocionalmente, o desgaste tornou-se evidente. A responsabilidade constante, somada à exaustão física, reduziu sua paciência e aumentou sua irritabilidade. Ele começou a perceber que sua motivação já não era a mesma, e o entusiasmo inicial pela profissão estava sendo substituído por um sentimento de sobrecarga silenciosa.

A experiência de Roger ao lidar com carga horária extensa é uma realidade enfrentada por muitos profissionais que atuam em áreas de alta demanda. Quando o tempo de trabalho ultrapassa de forma contínua os limites saudáveis, o impacto não se restringe ao corpo, mas alcança também a mente e as relações pessoais.

No próximo conteúdo, você irá conhecer detalhes profundos sobre a carga horária extensa — como ela se estabelece, quais sinais indicam excesso e quais caminhos podem ser adotados para buscar equilíbrio e preservar a saúde física e emocional diante dessa realidade.

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