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CONDUTA ATUAL
DA GEOVANNA

Decidindo abraçar a mudança necessária

Durante muito tempo, acreditei que estava fazendo meu trabalho de forma suficiente. Como recepcionista em uma clínica odontológica, sempre fui simpática, comunicativa e educada com os pacientes. Cumpria minhas tarefas principais e mantinha o ambiente agradável. Para mim, aquilo era o bastante.

Mas, aos poucos, pequenos hábitos começaram a revelar algo maior.

Atrasos que eu considerava “normais” tornaram-se frequentes. O uso do celular durante o expediente parecia inofensivo, mas afetava minha atenção. Em dias mais movimentados, eu respondia pacientes de forma automática, sem o cuidado necessário. Minha mesa acumulava papéis, recados ficavam incompletos e alguns horários eram confirmados com falhas.

Nada era grave isoladamente. Mas o conjunto começou a pesar.

Até que um dia, soube que estavam cogitando me substituir por conta da minha postura profissional. Aquilo me atingiu profundamente. Não foi apenas medo de perder o emprego — foi o choque de perceber que minha imagem estava sendo construída de forma negativa.

Naquele momento, eu me lembrei do motivo pelo qual escolhi trabalhar em uma clínica odontológica. Não era apenas um emprego. Meu sonho sempre foi me tornar odontologista e, um dia, ter minha própria clínica. Estar ali era parte de um processo maior. Mas eu tinha consciência de que o tempo, o desgaste e a rotina automática haviam afetado minha postura e apagado parte do meu foco.

Eu estava agindo como alguém que ocupava uma função — não como alguém que estava construindo uma trajetória.

Foi então que decidi buscar ajuda. Procurei conteúdos que pudessem me orientar a melhorar profissionalmente. E foi nesse momento que encontrei este conteúdo sobre falta de profissionalismo.

As orientações me confrontaram, mas também me trouxeram clareza.

Entendi que profissionalismo não é apenas cumprir tarefas. É postura, ética, excelência, organização, comunicação e visão de futuro. Percebi que minha conduta diária precisava refletir a profissional que eu desejava me tornar.

Comecei desenvolvendo pleno entendimento sobre a importância do profissionalismo. Passei a enxergar minha função como parte essencial da experiência do paciente. Se eu queria ter uma clínica no futuro, precisava começar agora a agir como dona de uma.

Desenvolvi ética profissional básica: pontualidade rigorosa, uso responsável do tempo, respeito absoluto às informações dos pacientes. Trabalhei excelência nos detalhes: confirmar horários com atenção, registrar recados de forma completa, revisar informações antes de finalizar atendimentos.

Organizei minha mesa, padronizei anotações, eliminei distrações. Ajustei minha comunicação para ser mais clara, segura e atenciosa. Revisei minha forma de me vestir e me portar. Cada pequeno ajuste era um passo em direção à profissional que eu desejava ser.

Também passei a aprender com meus erros. Em vez de justificar falhas, comecei a analisá-las com maturidade. Defini metas claras: melhorar minha imagem profissional, fortalecer minhas competências e me preparar, de forma estruturada, para o meu objetivo maior.

Hoje, minha postura é diferente.

Minha supervisão demonstra mais confiança. Minha organização é visível. Meu atendimento é mais atento e seguro. Mas, acima de tudo, minha mentalidade mudou.

Aprendi que falta de profissionalismo não surge de grandes falhas — ela nasce da soma de pequenos descuidos repetidos. E que excelência também nasce da soma de pequenos acertos conscientes.

Crescer profissionalmente exige humildade para reconhecer quando estamos abaixo do nosso potencial. Nem sempre é confortável enfrentar a própria realidade, mas é libertador decidir evoluir.

Aquele momento em que soube que poderia ser substituída não foi o fim — foi o despertar.

Hoje, sei que cada dia na recepção é um treinamento para o futuro que desejo construir. E a profissional que estou me tornando agora será a base da odontologista que quero ser amanhã.

E, se você sente que perdeu o foco ou percebe que sua postura pode estar abaixo do seu potencial, lembre-se: sempre é possível resgatar sua visão, ajustar sua conduta e recomeçar com maturidade.

A mudança começa quando você decide agir como a pessoa que deseja se tornar.

Crescer e amadurecer não é um caminho rápido nem sempre leve — mas é um dos mais valiosos que você pode escolher. Haverá dias de força e dias de cansaço, momentos de clareza e momentos de dúvida. E tudo bem.

O que importa é não caminhar no escuro por falta de conhecimento. Buscar compreender a si mesmo(a) e a vida é como acender luzes no seu próprio caminho — você passa a enxergar onde está, para onde pode ir e como chegar lá.

Assim esta pessoa que, ao compreender profundamente a realidade em que estava, percebeu que mudar não era apenas uma opção, mas uma necessidade para viver melhor — e decidiu dar os passos necessários —, você também pode transformar o rumo da sua história.

E, sempre que precisar, saiba que este espaço estará aqui para lembrar que você não está sozinho(a) nessa jornada. Que existe, sim, um jeito de construir uma vida mais firme, consciente e satisfatória, passo a passo, no seu ritmo, mas com a certeza de que é possível.

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