CONDUTA ATUAL
DA CLARICE
Decidindo abraçar a mudança necessária
Nos últimos meses, percebi que minha rotina na loja de roupas estava ficando cada vez mais pesada. O que antes parecia uma fase intensa e temporária — promoções, datas comemorativas, troca de coleções — começou a se tornar meu dia a dia. Eu atendia clientes, organizava produtos, repunha estoques, fechava vendas, e ainda acumulava funções administrativas que antes eram divididas entre outros colegas. A pressão por metas não diminuía, mesmo com a equipe reduzida. Aos poucos, senti que não estava apenas trabalhando, mas carregando o peso de toda a operação nas minhas costas.
No início, tentei dar conta de tudo com dedicação e energia. Sempre fui ágil, comunicativa e comprometida, e acreditava que esforço extra seria suficiente. Aceitava tarefas adicionais, ajudava colegas, fazia de tudo para manter os resultados da loja. Mas, com o tempo, percebi que meu corpo e minha mente começavam a pagar o preço. Chegava em casa exausta, revivia mentalmente situações do expediente, e atividades que antes me davam prazer passaram a parecer obrigações pesadas. A irritabilidade aumentava, a motivação diminuía, e a sensação de sobrecarga se tornava constante.
Passei dias chegando em casa pensando em como eu faria para mudar minha situação, pois eu já me sentia no limite. Foi então nesse momento que eu decidir entender um pouco mais sobre essa situação e fiz pesquisas sobre o assunto, na esperança de encontrar direção e dicas relevantes para eu aplicar. No fim, acabei encontrando este conteúdo maravilhoso que contém orientações muito objetivas e maduras. Elas me mostraram que ser dedicada não significa sacrificar minha saúde e minha vida pessoal. Aprendi a reconhecer os sinais de excesso de responsabilidades, a estabelecer limites claros e a valorizar meu próprio equilíbrio sem culpa. Entendi que dedicação e esforço precisam caminhar junto com autocuidado, e que aceitar sobrecarga contínua não é sinal de comprometimento, mas de desequilíbrio.
Decidi então conversar com os donos da loja sobre a alta demanda que estava enfrentando. Expliquei que, se essa sobrecarga permanecesse, os bons resultados da loja poderiam ser comprometidos. Sugeri que fosse colocada mais gente para ajudar e dividir as responsabilidades. Infelizmente, meu pedido não foi aceito, e eu continuei até onde foi possível.
Percebi então que, para preservar meu bem-estar e manter minha motivação, precisava tomar uma decisão estratégica: aceitar uma oportunidade em outro trabalho. Hoje, trabalho em uma loja de cosméticos, onde todo o meu esforço é focado, leve e estruturado. Tenho uma equipe preparada, e os donos possuem uma visão profissional madura, valorizando tanto o desempenho quanto o equilíbrio de todos.
Hoje, sigo dedicada ao meu trabalho, mas com clareza sobre o que é meu e o que não é. Sinto menos cansaço, mais motivação e confiança na minha capacidade de gerir minha rotina. Aprendi que profissionalismo não é sobre fazer tudo sozinho(a), mas sobre agir de forma consciente, estratégica e equilibrada. A sobrecarga deixou de ser um fardo silencioso e passou a ser algo que posso administrar com sabedoria e maturidade.
Crescer profissionalmente e manter bem-estar não é um caminho rápido nem simples — haverá dias de cansaço, dias de força, momentos de dúvida e momentos de clareza. E tudo bem.
O que importa é não caminhar no escuro por falta de conhecimento. Entender os limites do seu corpo, da sua mente e da sua função é como acender luzes no caminho: você passa a enxergar onde está, para onde pode ir e como chegar lá.
Assim como eu, que percebi que enfrentar a sobrecarga não era apenas uma necessidade, mas um passo para viver melhor e com mais consciência, você também pode transformar a forma como lida com seu trabalho.
E lembre-se: você não está sozinho(a) nessa jornada. Com princípios sólidos e decisões conscientes, é possível construir uma vida profissional equilibrada, madura e satisfatória, passo a passo, no seu próprio ritmo.
Crescer e amadurecer não é um caminho rápido nem sempre leve — mas é um dos mais valiosos que você pode escolher. Haverá dias de força e dias de cansaço, momentos de clareza e momentos de dúvida. E tudo bem.
O que importa é não caminhar no escuro por falta de conhecimento. Buscar compreender a si mesmo(a) e a vida é como acender luzes no seu próprio caminho — você passa a enxergar onde está, para onde pode ir e como chegar lá.
Assim esta pessoa que, ao compreender profundamente a realidade em que estava, percebeu que mudar não era apenas uma opção, mas uma necessidade para viver melhor — e decidiu dar os passos necessários —, você também pode transformar o rumo da sua história.
E, sempre que precisar, saiba que este espaço estará aqui para lembrar que você não está sozinho(a) nessa jornada. Que existe, sim, um jeito de construir uma vida mais firme, consciente e satisfatória, passo a passo, no seu ritmo, mas com a certeza de que é possível.