top of page

CONDUTA ATUAL
DO VITOR

Decidindo abraçar a mudança necessária

Conviver com alguém sem caráter é como trabalhar lado a lado com uma sombra — ela parece inofensiva, mas está sempre ali, distorcendo o que é certo e obscurecendo o que é verdadeiro. No começo, eu não percebi o quanto aquele colega era nocivo. Ele parecia prestativo, falava com empolgação, sabia se expressar bem. Mas, com o tempo, as atitudes começaram a se revelar. Pequenas mentiras aqui, manipulações ali, e logo ficou claro que o objetivo dele era um só: se destacar, mesmo que fosse às custas dos outros.

Lembro do primeiro momento em que percebi que algo estava errado. Um projeto que eu havia concluído sozinho foi apresentado à equipe como resultado de um “trabalho em conjunto”, e, de repente, ele estava lá — recebendo elogios por um esforço que não fez. No início, tentei deixar passar, achando que talvez eu estivesse sendo exigente demais. Mas os episódios se repetiram. Sempre que algo dava certo, ele aparecia como protagonista; quando dava errado, apontava dedos para todos, menos para si.

Foi revoltante. Eu me perguntava como alguém conseguia agir com tanta falsidade sem demonstrar um mínimo de arrependimento. Houve um momento em que até duvidei de mim mesmo — comecei a pensar se eu não estava sendo ingênuo demais por acreditar que a integridade ainda valia alguma coisa no ambiente profissional. Trabalhar ao lado dele passou a ser um teste constante de paciência e autocontrole.

Cheguei a ser injustiçado em algumas situações. Ele espalhou boatos, distorceu fatos e tentou me colocar em maus lençóis diante da chefia. Cada dia se tornava uma espécie de campo minado — eu precisava pensar mil vezes antes de compartilhar qualquer informação ou dar qualquer opinião, com medo de que minhas palavras fossem usadas contra mim. A confiança no ambiente desapareceu, e o trabalho, que antes me dava prazer, se tornou uma rotina pesada e cheia de tensão.

Mas o pior impacto foi interno. A convivência com alguém sem caráter começou a me desgastar emocionalmente. Eu voltava para casa cansado, frustrado e, muitas vezes, em silêncio, tentando entender como alguém podia agir com tanta falta de ética e ainda dormir tranquilo. Era um tipo de convivência que não só abalava meu equilíbrio no trabalho, mas também mexia com a minha fé na justiça e nas pessoas.

Foi nesse período que conheci este conteúdo e as orientações que ele propõe. E, sinceramente, elas chegaram como um alívio. Pela primeira vez, consegui enxergar o que estava acontecendo com mais clareza — não apenas o comportamento do outro, mas também minhas próprias reações. As orientações me mostraram que a presença de pessoas sem caráter não deve destruir o que há de correto em nós. Pelo contrário, é justamente nesses momentos que a integridade precisa ser reafirmada.

Com base nelas, aprendi a agir com prudência e firmeza, sem alimentar discussões desnecessárias. Passei a documentar tudo, manter a serenidade e não permitir que o comportamento dele contaminasse o meu. Aos poucos, recuperei minha tranquilidade e voltei a focar no que realmente importava: fazer meu trabalho com excelência e consciência limpa.

Hoje, olho para trás e vejo que essa experiência me fez amadurecer. Eu entendi que a honestidade não é uma estratégia — é uma escolha diária, mesmo quando parece não dar retorno imediato. A falta de caráter pode até gerar vantagens momentâneas, mas quem age com verdade constrói algo que o tempo não destrói: respeito e consciência limpa.

Ainda acredito na importância da ética, mesmo tendo visto de perto o contrário. Porque, no fim das contas, quem vive trapaceando pode até subir rápido, mas sempre carrega o peso de ter se perdido no caminho. Eu prefiro seguir em paz — com a cabeça erguida, o coração tranquilo e a certeza de que o que é justo, cedo ou tarde, se revela.

Crescer e amadurecer não é um caminho rápido nem sempre leve — mas é um dos mais valiosos que você pode escolher. Haverá dias de força e dias de cansaço, momentos de clareza e momentos de dúvida. E tudo bem.

O que importa é não caminhar no escuro por falta de conhecimento. Buscar compreender a si mesmo(a) e a vida é como acender luzes no seu próprio caminho — você passa a enxergar onde está, para onde pode ir e como chegar lá.

Assim esta pessoa que, ao compreender profundamente a realidade em que estava, percebeu que mudar não era apenas uma opção, mas uma necessidade para viver melhor — e decidiu dar os passos necessários —, você também pode transformar o rumo da sua história.

E, sempre que precisar, saiba que este espaço estará aqui para lembrar que você não está sozinho(a) nessa jornada. Que existe, sim, um jeito de construir uma vida mais firme, consciente e satisfatória, passo a passo, no seu ritmo, mas com a certeza de que é possível.

bottom of page