CONDUTA ATUAL
DO ERIK
Decidindo abraçar a mudança necessária
Sempre me considerei um profissional criativo. Aos 25 anos, trabalhando como designer gráfico em uma pequena agência, eu me destacava pelas ideias rápidas, conceitos visuais diferentes e soluções criativas que agradavam clientes. Eu realmente amava o que fazia. Criar nunca foi o problema.
O que eu demorei a admitir foi que minha maior dificuldade não estava na criatividade — estava na organização.
No começo, eu não via como algo sério. Salvava arquivos com nomes genéricos, deixava versões espalhadas em pastas desordenadas, anotava prazos “mentalmente” e acreditava que daria conta de tudo. Eu confiava demais na minha memória e na minha capacidade de improvisar. Pensava que talento compensava qualquer falha estrutural.
Mas a realidade começou a me mostrar o contrário.
Perdi prazos. Enviei versões erradas para clientes. Precisei refazer trabalhos por não encontrar arquivos corretos. Comecei a trabalhar até mais tarde para compensar erros que poderiam ter sido evitados com um mínimo de organização. A pressão aumentava, e a ansiedade também. Eu via colegas entregando com tranquilidade enquanto eu vivia apagando incêndios criados por mim mesmo.
Foi difícil admitir: o problema não era a empresa. Era meu próprio método — ou melhor, a falta dele.
Eu sabia que para não estragar essa paixão que eu tenho pelo meu trabalho eu precisava me estruturar e organizar melhor minha gestão. Busquei por ajuda na internet, na expectativa de encontrar dicas relevantes. Mas encontrei algo melhor: uma direção clara. Quando encontrei este conteúdo e estas orientações sobre organização profissional, algo mudou na minha percepção. Eu compreendi que organização não é rigidez excessiva, nem perda de criatividade. Pelo contrário: é a estrutura que sustenta a criatividade.
Minha primeira atitude foi reconhecer, sem desculpas, que minha desorganização estava comprometendo meu desempenho. Assumir isso foi desconfortável, mas libertador. Parei de justificar atrasos com excesso de demandas e comecei a observar meus hábitos.
Entendi também que, mesmo que a empresa tivesse falhas estruturais, eu precisava focar no que estava ao meu alcance. Passei a relatar dificuldades reais que impactavam minha produtividade, mas sem usar isso como muleta para minha própria falta de método.
Comecei a criar sistemas simples:
– Padronizei nomes de arquivos.
– Organizei pastas por cliente e projeto.
– Adotei uma ferramenta de gestão de tarefas.
– Estabeleci horários específicos para iniciar e finalizar demandas.
Defini rotinas claras. Planejava meu dia antes de começar. Parei de confiar apenas na memória e passei a registrar tudo. Aprendi a não acumular tarefas pendentes — resolvia o que podia no momento adequado, evitando sobrecarga futura.
No início, exigiu disciplina. Eu precisava me vigiar, me lembrar de seguir o método, resistir à tentação de improvisar tudo. Mas, com o tempo, percebi algo transformador: minha mente ficou mais leve.
A organização reduziu minha ansiedade. A clareza aumentou minha confiança. A qualidade do meu trabalho melhorou — não porque eu me tornei mais criativo, mas porque agora minha criatividade tinha base sólida.
Também passei a avaliar minha permanência na empresa com maturidade: estou crescendo aqui? Estou mantendo meu padrão profissional? Hoje, essa análise é racional, não impulsiva.
Desenvolver um profissionalismo maduro e consistente foi o maior ganho dessa mudança. Entendi que talento chama atenção, mas consistência constrói reputação. Ideias impressionam, mas disciplina sustenta carreira.
Hoje, ainda sou criativo. Mas agora sou organizado. E essa combinação mudou completamente minha postura.
Crescer profissionalmente não é apenas aprender técnicas novas — é ajustar hábitos internos que sustentam resultados externos. Reconhecer uma falha pessoal não diminui você; pelo contrário, é o primeiro passo para amadurecer.
Assim como eu precisei encarar minha própria desorganização para evoluir, você também pode transformar áreas da sua vida que hoje parecem pequenas, mas que impactam profundamente seus resultados.
Amadurecer exige humildade, disciplina e constância. Não acontece da noite para o dia. Mas cada pequena mudança consistente constrói uma base sólida para uma carreira mais segura, equilibrada e respeitável.
E se hoje você percebe que pode melhorar, isso já é um sinal de crescimento.
Sempre haverá um caminho mais estruturado, mais consciente e mais firme — e ele começa quando você decide assumir responsabilidade pela própria evolução.
Crescer e amadurecer não é um caminho rápido nem sempre leve — mas é um dos mais valiosos que você pode escolher. Haverá dias de força e dias de cansaço, momentos de clareza e momentos de dúvida. E tudo bem.
O que importa é não caminhar no escuro por falta de conhecimento. Buscar compreender a si mesmo(a) e a vida é como acender luzes no seu próprio caminho — você passa a enxergar onde está, para onde pode ir e como chegar lá.
Assim esta pessoa que, ao compreender profundamente a realidade em que estava, percebeu que mudar não era apenas uma opção, mas uma necessidade para viver melhor — e decidiu dar os passos necessários —, você também pode transformar o rumo da sua história.
E, sempre que precisar, saiba que este espaço estará aqui para lembrar que você não está sozinho(a) nessa jornada. Que existe, sim, um jeito de construir uma vida mais firme, consciente e satisfatória, passo a passo, no seu ritmo, mas com a certeza de que é possível.