CONDUTA ATUAL
DA LAYANE
Decidindo abraçar a mudança necessária
Quando as críticas começaram, eu realmente acreditei que faziam parte do meu processo de evolução. Sempre fui cuidadosa com os procedimentos no laboratório, atenta aos detalhes e comprometida com a qualidade dos exames. Trabalhar em uma clínica de análises clínicas exige precisão — e eu valorizava isso.
No início, os apontamentos pareciam naturais: organização dos materiais, tempo de execução, preenchimento de relatórios. Eu ouvia, ajustava e seguia em frente. Pensava que tudo aquilo estava me ajudando a crescer.
Mas, com o tempo, as críticas se tornaram frequentes demais. Algumas eram feitas na frente de colegas. Pequenos erros — comuns a qualquer profissional em desenvolvimento — ganhavam um peso desproporcional. Comecei a sentir que, independentemente do meu esforço, sempre havia algo insuficiente.
A segurança que eu tinha começou a diminuir.
Passei a revisar cada etapa excessivamente, não por zelo saudável, mas por medo. Medo de errar. Medo de ouvir novas críticas. Medo de parecer incompetente. O que antes era natural passou a ser tenso. O ambiente que deveria ser de aprendizado começou a gerar ansiedade.
Em alguns momentos, questionei minha própria capacidade. Perguntei a mim mesma se eu realmente era boa o suficiente. Se estava decepcionando a equipe. Se havia escolhido a profissão certa.
Foi nesse momento de frustração que decidi buscar mais entendimento para lidar com esta carga de forma direta e madura e encontrei este conteúdo sobre lidar com críticas profissionais. As orientações que este conteúdo propõe me mostraram que ser colaborativa e aberta não significa permitir que outros ditem meu caminho.
Primeiro, compreendi profundamente a importância do meu trabalho. Em um laboratório, cada procedimento exige responsabilidade. A qualidade não é opcional. Isso me ajudou a enxergar que críticas podem, sim, ter um papel essencial quando estão alinhadas à melhoria real dos resultados.
Depois, aprendi a filtrar.
Nem toda crítica tem o mesmo peso. Algumas são construtivas, focadas no processo e no resultado. Outras são destrutivas, carregadas de exposição desnecessária ou tom inadequado. Entender essa diferença foi libertador.
Passei a acolher críticas construtivas com maturidade. Em vez de absorver como ataque pessoal, comecei a perguntar:
“O que posso ajustar?”
“Como posso melhorar esse procedimento?”
Transformei essas observações em ferramentas de crescimento.
Ao mesmo tempo, aprendi a lidar com críticas destrutivas de forma firme e equilibrada. Quando algo era feito de maneira desnecessária ou inadequada, eu mantinha postura profissional, não reagia impulsivamente e, se preciso, buscava conversar de forma respeitosa sobre a forma como os apontamentos estavam sendo feitos.
Entendi que maturidade profissional não é ausência de emoção — é saber administrá-la.
Também percebi que, em casos sérios ou recorrentes, existem medidas formais que podem ser tomadas dentro do ambiente de trabalho. Saber disso me deu segurança. Eu não estava indefesa — apenas precisava agir com consciência.
Hoje, continuo recebendo críticas. Mas agora elas não definem meu valor.
Analiso. Filtro. Ajusto quando necessário. Descarto o que não contribui.
Minha confiança deixou de depender da opinião momentânea de alguém e passou a se apoiar na minha responsabilidade, no meu compromisso e no meu desenvolvimento constante.
Desenvolver um profissionalismo maduro mudou minha postura. Eu não trabalho mais para evitar críticas; trabalho para entregar qualidade. E quando críticas surgem, elas são administradas com equilíbrio — não com medo.
Crescer profissionalmente envolve aprender a ouvir sem se destruir por dentro. Envolve reconhecer falhas sem perder a dignidade. Envolve manter firmeza mesmo quando o ambiente é desafiador.
Hoje, sinto mais estabilidade emocional no trabalho. Minha atenção voltou a ser direcionada à precisão dos exames e à evolução técnica — não ao medo constante de julgamento.
Amadurecer é isso: transformar pressão em aprendizado, crítica em filtro e insegurança em fortalecimento interno.
E assim como eu precisei ajustar minha forma de lidar com críticas para crescer, você também pode aprender a transformar experiências desconfortáveis em degraus para uma postura mais segura, consciente e profissional.
O caminho pode não ser simples, mas é possível.
E quando você decide crescer com maturidade, ninguém pode tirar a firmeza que nasce dentro de você.
Crescer e amadurecer não é um caminho rápido nem sempre leve — mas é um dos mais valiosos que você pode escolher. Haverá dias de força e dias de cansaço, momentos de clareza e momentos de dúvida. E tudo bem.
O que importa é não caminhar no escuro por falta de conhecimento. Buscar compreender a si mesmo(a) e a vida é como acender luzes no seu próprio caminho — você passa a enxergar onde está, para onde pode ir e como chegar lá.
Assim esta pessoa que, ao compreender profundamente a realidade em que estava, percebeu que mudar não era apenas uma opção, mas uma necessidade para viver melhor — e decidiu dar os passos necessários —, você também pode transformar o rumo da sua história.
E, sempre que precisar, saiba que este espaço estará aqui para lembrar que você não está sozinho(a) nessa jornada. Que existe, sim, um jeito de construir uma vida mais firme, consciente e satisfatória, passo a passo, no seu ritmo, mas com a certeza de que é possível.